Este texto foi para o jornal do Instituto!...O meu e o da Célia!!!
Ia eu num passeio por Vilas Boas (Vila Flor) até que tropecei numa bela e reluzente peça em ouro; esta coberta pelas terras castanhas daquela vila.
Eu sou arqueóloga e como boa arqueóloga que sou, ando sempre com a minha mini-mala que tem todos os apetrechos necessários.
Tirei um pincel e comecei a destapar o objecto.
Observei-o melhor e á partida pareceu-me um torque, era da 2ºIdade do Ferro, pesava cerca de 380 – 387g.
As suas dimensões são de: altura 5,6cm; comprimento 22cm;espessura 1,8cm.
Esta peça era utilizada pelos guerreiros, como adereço, e simbolizava a riqueza de cada terra, era usada no pescoço, daí a sua forma semicircular e da sua forma engraçada!
Reparei que tinha umas manchas avermelhadas, seria sangue?...
Ao contrário do que mais tarde se veio a dizer, a minha teoria acerca de este instrumento irá interferir numa outra a história: a morte de Viriato.
Este instrumento então foi bem familiar a Viriato, ora vejam só…
Os Romanos demoraram cerca de 200 anos a conquistar e a pacificar definitivamente a Península Ibérica. Encontraram grande resistência por parte de alguns povos peninsulares, como os Lusitanos e os Celtiberos. Entre os chefes militares contra Roma destacou-se, Viriato que liderou a revolta dos Lusitanos entre 147 e 139 a.C.
Pois muito pouco sabemos dessas batalhas e diz-se que os Romanos conseguiram que três companheiros de Viriato o matassem á traição, enquanto dormia, e conta-se também que, quando os assassinos se apresentaram ao governador romano para receberem a recompensa, este terá respondido “Roma não paga a traidores”
Esta é a versão que se pensa ter acontecido mas eu, Inês Raquel Vaz de Oliveira, uma conceituada arqueóloga, não concordo e passo desde já a dar a minha teoria.
A minha teoria foi que numa dessas batalhas entre Romanos e Lusitanos, longe de ter fim, um guerreiro viu algo a brilhar no chão, ele ao apercebeu-se logo de que era algo feito em ouro
E quis ver que objecto brilhava assim.
Minutos mais tarde, enfraquecido de lutar para chegar ao tal objecto não identificado, apanhou-o com uma forte pancada com o pé.
Ao realizar este movimento esse não vai para a direcção desejada (para as suas mãos) e acaba por ir acertar em cheio na cabeça de Viriato, este caí no chão, cansado e agora morto.
O guerreiro ainda espantado com tal situação terá gritado “Matei-o com um torque, matei-o com um torque!”, um torque que á partida seria de um Lusitano, morto naquela confusão de espadas e escudos.
Os lusitanos atrapalhados com a morte do seu chefe, agora sem ninguém que lhes orientasse terão sido mortos pelos Romanos, agora mais facilmente e assim foi a vitória dos Romanos contra os Lusitanos.
E é esta a minha teoria acerca da morte de Viriato que explica a marca de sangue no torque e este estar ali caído no chão esquecido lembrando a felicidade dos Romanos.
Trabalho realizado por:
Inês Raquel Vaz de Oliveira
Nº295/nº de ordem: 6ª
Ano lectivo: 2006/2007
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